São Paulo / SP - quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sexo: Sempre é Tempo

Sexo: Sempre é Tempo

   Nos últimos anos, tenho me deparado com uma questão que me chama muito a atenção: para minha total perplexidade, não consigo mais associar a idade à pessoa que está diante de mim no consultório. As mulheres estão muito mais bem cuidadas e a aparência física na maioria das vezes não acompanha esse número. Cada vez mais mulheres de 40, 45 anos parecem ter 30, as de 60 têm cara de 50! Mas, muitas vezes, as queixas acompanham suas idades na fisiologia, no seu estado de envelhecimento natural.

O que isso quer dizer? Depois dos 40, começa a ocorrer um declínio da produção hormonal, e entre os 45 e os 55 anos temos o período do climatérico, que culmina com a menopausa – a parada total das menstruações e da produção dos hormônios. É aí que a diminuição do desejo sexual se acentua, acompanhada de uma secura vaginal que pode deixar o ato sexual incômodo e até doloroso. Também temos os fogachos, aquelas conhecidas ondas de calor que podem vir com calafrios seguidos de suor intenso. Ainda há outros sintomas desagradáveis como depressão, tristeza, insônia, dores articulares, cefaléia, pele seca, queda de cabelos… Os sintomas variam de mulher para mulher.

Na menopausa, passamos a ter a mesma incidência de enfarto que os homens – nossos hormônios protegem nossos corações. Também perdemos mais cálcio, aumenta a probabilidade de osteoporose, perdemos mais colágeno, aumentando a flacidez, nosso metabolismo desacelera e por isso passamos e engordar com mais facilidade e emagrecer com mais dificuldade… Temos que aceitar que é o inicio de uma nova fase em nossas vidas e passar por ela da melhor forma possível, com determinação e altivez, afinal, amadurecer é preciso!

Existem sortudas que não sentem nada. Pode haver até uma satisfação, pois não há mais preocupação com gravidez indesejada, os filhos já estão crescidos, a fase profissional é satisfatória… Com isso tudo, podem curtir felizes uma vida sexual livre e sem medo.

Nem sempre é assim. Às vezes, o declínio hormonal traz grandes problemas à vida sexual, desencadeando até um desgaste na relação, com cobranças do parceiro. Nestes casos, podemos tratar com hormônios naturais, hormônios sintéticos, hormônios bio-idênticos – via oral, tópicos em gel, via vaginal, ou implantes sub cutâneos. Hoje contamos com alguns hidratantes vaginais que não possuem nenhuma substância hormonal e, quando usados de maneira contínua, podem devolver à mucosa vaginal uma boa lubrificação e elasticidade natural, tornando o sexo mais prazeroso. O importante é conversar abertamente com seu médico, que vai analisar seu perfil, necessidades e tratamentos.

Costumo dizer que “Não é errado repor hormônio, assim como não é errado não repor hormônio”. Devemos ir ao encontro do bem estar, e se o bem estar de uma mulher é a reposição hormonal e não há nenhuma contra indicação (como antecedente de câncer direto ou familiar, trombose, enfarto ou algumas outras doenças) que impeça o tratamento em busca de uma vida sexual e familiar mais feliz, não há porque não tratar.

Mesmo se a mulher não quiser fazer reposição hormonal ou não tiver indicação, não há problema, ela pode ter uma vida sexual saudável. Veja dicas para ter uma relação confortável e satisfatória após a menopausa:

1 - Use lubrificantes a base de água durante as relações sexuais para evitar possíveis atritos desconfortáveis;

2 - Consulte seu ginecologista regularmente e não tenha vergonha de fazer perguntas;

3 - Procure deixar o ambiente sempre acolhedor e excitante para o casal;

4 - Pratique uma atividade física. Ela ajuda a prevenir o ganho de peso, melhora sua auto estima, libera endorfinas e aumenta a vontade de fazer sexo;

5 - Procure ser feliz na cama e fora dela, pois junto com a menopausa vem também o equilíbrio.

Autor:    Dra. Renata Zito

Este artigo foi escrito especialmente para o Blog Dermapost. Vale a pena conhece-lo: http://dermapost.com.br/?p=7044

IMPORTANTE.

  • Sempre procure um médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e prescrever medicamentos.
  • As informações aqui disponibilizadas são de caráter exclusivamente informativo.