São Paulo / SP - segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Corrimento Vaginal

O que é corrimento vaginal?

Caracteriza-se por uma irritação na vagina ou na vulva ou por saída de secreção vaginal anormal (corrimento) que pode ou não apresentar cheiro desagradável.

Pode ser acompanhado de coceira, ardência ou aumento da freqüência urinária.

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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo ginecologista através da história clínica da paciente, exame ginecológico e eventualmente exames complementares.

As características do corrimento ajudam muito na identificação do agente causal, por isso uma visita ao ginecologista é muito importante para solucionar o problema.

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Quais são as causas de corrimento vaginal?

As causas mais comuns são:

­         Infecções vaginais

­         Infecções do colo do útero

­         Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

Na infância, são comuns as vulvovaginites inespecíficas causadas por higiene inadequada e pela maneira incorreta de realizar a higiene após a evacuação - que sempre deve ser feita de frente para trás, evitando o contato de fezes com a vagina.

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Como evitar o corrimento vaginal?

­         Use roupas que não comprimam a região genital. As calças devem ser mais largas, de tecidos leves e não sintéticos.

­         Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão. Evite tecidos sintéticos como lycra ou nylon. Uma boa opção é aproveitar o período noturno para deixar a pele da região genital respirar, para isso a mulher pode dormir sem calcinha.

­         Roupas íntimas devem ser lavadas com sabão de côco ou sabão neutro. O uso de amaciantes e água sanitária é contra-indicado, já que esses produtos aderem à fibra do tecido e podem levar ao desenvolvimento de vaginites químicas.

­         Procure imediatamente um ginecologista no início dos sintomas e jamais use medicamentos por conta própria.

­         Para a higiene íntima use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital. Evite os sabonetes comuns e os que contém cremes hidratantes ou corantes.

­         Evite desodorantes íntimos e produtos como talcos ou perfumes.

­         Duchas vaginais podem retirar a proteção natural da vagina, favorecendo o crescimento de fungos ou bactérias.

­         Evite o uso excessivo de tecidos sintéticos e jeans.

­         Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. E passe com ferro as calcinhas antes do uso.

­         Evite ficar muito tempo com biquinis molhados.

­         Para depilação da região genital deve sempre ser usada cêra descartável e observar as condições de higiene do local que oferece o serviço.

­         Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes forem necessárias, dependendo do fluxo e com um mínimo de três vezes ao dia.

­         O uso de absorventes diários não é recomendado. Eles impedem a transpiração da região genital, favorecendo o crescimento de fungos e bactérias.

­         Absorventes internos podem ser usados desde que trocados com regularidade.

­         Evite papel higiênico colorido ou perfumado. Eles podem agredir a mucosa genital.

­         Um lubrificante íntimo pode ser uma boa alternativa para manter a lubrificação da mulher durante a relação sexual.

­       Procure um ginecologista regularmente para realizar exames ginecológicos preventivos. Não use medicamentos por conta própria. A auto-medicação é uma das principais causas de corrimentos crônicos.

 

fonte: http://www.abc.med.br